
Neville Isdell, co-presidente do conselho de administração do ICF é o ex-presidente do conselho de administração e ex-presidente executivo da Coca-Cola. Neville entrou para a Coca-Cola em 1966 com a empresa de engarrafamento nacional da Zâmbia. Após ser nomeado para uma série de posicões-chave de gestão na África do Sul, Austrália, Filipinas e Alemanha, ele foi nomeado presidente do departamento europeu (Greater Europe) da empresa em 1995. De 1998 a 2000, actuou como presidente e presidente executivo da Coca-Cola Beverages Plc na Grã-Bretanha. Neville é presidente do International Business Leaders Forum (IBLF). Ele é um dos curadores do World Wildlife Fund (WWF) e do Center for Strategic & International Studies. Ele actua no conselho consultivo do Projecto de Investimento do Património Mundial (WHIP) e no conselho de liderança da Iniciativa para o Desenvolvimento Global (IGD). Ele também actua no conselho de administração da General Motors e no painel de liderança mundial dos Representantes Especiais de Negócios e Direitos Humanos das Nações Unidas. Ele também é director do Banco DGM nos Barbados.
Benjamin Mkapa, Presidente do ICF e Responsável pelas Relações Internacionais, foi presidente da Tanzânia entre 1995 e 2005 e, antes disso, foi Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Ministro dos Negócios Estrangeiros. Era um membro da comissão para África. Benjamin encara o ICF como um instrumento para eliminar obstáculos chave ao exercício de uma actividade em África. Refere que o ICF espera "desenvolver e delinear políticas, a nível nacional e regional, capazes de tornar África num continente mais atractivo ao investimento interno e estrangeiro, ao mesmo tempo que tenta combater a imagem negativa deste continente".
Johannes-Jürgen Bernsen trabalhou na DEG - uma Sociedade de Investimento e Desenvolvimento alemã - durante mais de trinta anos, tendo ocupado várias funções. Nos últimos sete anos trabalhou como Administrador Delegado, com responsabilidade sobre a gestão da carteira global, gestão do risco, fiscalização e contabilidade. Por conseguinte, é óbvio que já conhece todos os aspectos relacionados com a gestão de um banco de desenvolvimento. Adquiriu uma vasta experiência em ultrapassar os obstáculos ao investimento local e estrangeiro em muitos países, em especial em África. Acrescenta: "O desafio do ICF é conseguir apresentar resultados rápidos e significativos na melhoria do clima empresarial e de investimento em ambientes empresariais tão diversificados e, de uma certa forma, difíceis, como os existentes em África".
A baronesa Lynda Chalker é uma cidadã britânica ligada à política, com 30 anos de experiência em África, tendo ocupado os cargos de Ministra de Estado para África, durante 12 anos, e Ministra para o Desenvolvimento no Estrangeiro por um período de 8 anos. Actualmente faz parte do conselho do Group 5 na África do Sul, e é consultora independente sobre África e desenvolvimento. A baronesa Chalker realça o facto de o ICF ser "uma resposta conjunta de África e da comunidade internacional. Vai contribuir de forma activa para a reforma do clima de investimento, ajudando a disponibilizar os conhecimentos e recursos necessários para transformar este compromisso numa realidade".
Sam Jonah, KBE, ocupou o cargo de Presidente/Director Geral da Ashanti Goldfields entre 1986 e 2004, tendo supervisionado o processo de admissão à cotação daquela que foi a primeira empresa a exercer actividade em África a entrar na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Após o processo de fusão em 2004 da qual resultou a AngloGold Ashanti, Sam tornou-se Presidente/Director Geral da Ashanti Goldfields Company Limited e Presidente indigitado da AngloGold Ashanti. É presidente de uma empresa de exploração petrolífera da África Ocidental e, desde o início de 2006, de uma empresa de serviços extractivos de R1 biliões cotada na JSE. Sam destaca a necessidade de criar oportunidades seguras para o investimento em África. Faz assim um apelo aos governos africanos para trabalhar com o ICF no sentido de criar um ambiente atractivo para o investimento, onde os investidores possam alcançar a rendibilidade desejada e onde o risco seja minimizado.
William Kalema preside ao Conselho da Autoridade de Investimento no Uganda, Uganda Breweries, e uma das principais instituições financeiras do país. Ocupou um papel de destaque no sector privado do Uganda e preside a várias instituições de solidariedade social na África Oriental. William pertenceu à Commission for Africa (Comissão para África). Refere, "com o crescimento económico e a estabilidade política, há vários países africanos que estão a conseguir apresentar uma taxa de crescimento elevada. O ICF irá ajudar o continente africano a estimular um índice elevado de investimento interno e estrangeiro necessário para que possamos participar de forma activa no crescimento da prosperidade global".
Nkosana Moyo é Vice-Presidente e Chief Operations Officer do African Development Bank Group (AfDB - Banco Africano para o Desenvolvimento). Antes de assumir estas funções, ocupou o cargo de Director Associado para África da IFC (World Bank Group) e Sócio Gerente para África da Actis, um investidor de fundos de investimento de participações líder em mercados emergentes. Foi Ministro da Indústria e do Comércio Internacional do Zimbabué e ocupou também vários cargos como quadro superior no sector privado, sobretudo no ramo das finanças, em vários países africanos. Nkosana apela aos líderes africanos para "repensarem no papel do nosso continente num mundo cada vez mais globalizado. É necessário renovar o nosso empenho em criar um ambiente motivador para o exercício de actividades em África e para que os países africanos possam responder às oportunidades empresariais internacionais. Trata-se de uma condição imprescindível para o sucesso numa economia global cada vez mais competitiva. A ICF é um instrumento fundamental para nos ajudar a alcançar estes objectivos.
Gobind Nankani é Director Executivo do International Growth Center com sede em Londres. Também ocupa o cargo de Presidente do Economic Advisory Council no Gana, que depende directamente do Presidente do Gana. Cidadão do Gana, foi Vice-presidente do Banco Mundial para a região africana entre 2004 e 2006. Nankani é um economista do desenvolvimento tendo sido responsável pela estratégia e gestão globais do programa do Banco sobre conhecimentos financeiros e relações com os clientes, juntamente com todos os países africanos subsarianos. Gobind ocupou ainda o cargo de Economista para a região do Sul da Ásia no Banco Mundial e exerceu também o cargo de Presidente do Global Development Network.
Dipak Patel foi Ministro do Comércio e da Indústria no governo da Zâmbia. Desde o início da década de 90 tem vindo a ocupar um papel de destaque na política deste país, tendo ficado conhecido pelo seu empenho na defesa do povo zambiano, independentemente do ambiente político. Em 2001 recebeu o Prémio "Defensor da Democracia" atribuído pelos Parlamentares para a Acção Global. Também ocupou o lugar de Presidente/coordenador nas negociações da OMC para os Países Menos Desenvolvidos em 2005. Na sua opinião, é necessário criar um ambiente regulador liberal mas eficaz por forma a atrair o investimento e promover o comércio; no entanto, destaca a importância de impor limites tanto da parte de quem investe como de quem procura o investimento. Isto exige a garantia de implementação de uma infraestrutura de apoio à produção competitiva, capaz de aumentar a capacidade produtiva.